Ministro apresenta objetivos do Criança Feliz
a entidade de Campina Grande (PB)

Fundação Pedro Américo desenvolve trabalho voltado a crianças com microcefalia devido ao zika vírus

Brasília – O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, apresentou na tarde desta quarta-feira (5), em seu gabinete, em Brasília, as ações do Programa Criança Feliz a representantes da Fundação Pedro Américo, de Campina Grande (PB). A instituição desenvolve trabalho voltado a crianças com diagnóstico de microcefalia devido ao zika vírus no município paraibano.

O Programa Criança Feliz, lançado pela manhã, no Palácio do Planalto, irá atender crianças de 0 a 3 anos, beneficiárias do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Entre as ações previstas, estão visitas domiciliares de orientação sobre iniciativas que contribuam para o desenvolvimento infantil. 

No encontro, o diretor da fundação, Dalton Roberto Benevides Gadelha, manifestou a intenção de trabalhar em parceria com o governo federal na atenção às famílias das crianças com microcefalia.  “Percebemos a importância de ter uma atenção diferenciada nos primeiros mil dias. Estamos muito preocupados com essa geração de crianças vítimas do zika”, alertou Gadelha. 

Criança Feliz – O Programa Criança Feliz integrará ações coordenadas em várias áreas, como saúde, assistência social, educação, justiça e cultura. Além disso, serão feitas visitas domiciliares semanais, com o objetivo de oferecer às famílias informação e interação com as crianças, identificando oportunidades e riscos para o desenvolvimento infantil. 

A iniciativa terá como base experiências exitosas de programas regionais, como o Primeira Infância Melhor (PIM), do Rio Grande do Sul, idealizado por Osmar Terra, o Mãe Coruja de Pernambuco e o Família que Acolhe, de Rio Branco (RR). Em 2017, o programa contará com um orçamento de R$ 300 milhões para atender 600 mil crianças. Em 2018, o investimento previsto é de R$ 800 milhões. 

A participação dos estados, municípios e Distrito Federal será feita por meio de adesão. Em 2016, nove estados (Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo) e 95 municípios, onde existem programas semelhantes, deverão aderir à iniciativa.