Regiões Metropolitanas
O processo de migração no Brasil se iniciou da região Nordeste, onde predominava a agricultura da cana, para o Sudeste, onde floresciam as culturas de café, e para os seringais do Norte. Mais tarde, teve início uma nova migração, desta vez para a nova capital federal, Brasília. Entre as décadas de 1960 e 1980, o êxodo rural foi mais intenso, quando aproximadamente 27 milhões de pessoas abandonaram o campo e rumaram em direção aos centros urbanos (Ipea/USP).
Essa mudança da população das zonas rurais para as zonas urbanas acarretou um crescimento desordenado das cidades, transformando-as em grandes centros populacionais. Esses centros populacionais são chamados de regiões metropolitanas, que consistem em uma (ou, às vezes, duas ou até mais) grande cidade central – a metrópole – e sua zona adjacente de influência. O Brasil conta hoje com 31 regiões metropolitanas que somam mais de 82 milhões de habitantes (IBGE/2007).
Sem planejamento, as cidades não conseguem fornecer as condições sanitárias e de infraestrutura básicas aos novos moradores gerando forte desigualdade social. Reconhecendo essa realidade, o Governo Federal desenvolve uma série de políticas públicas para as regiões metropolitanas. Uma delas é desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), trata-se do Programa de Agricultura Urbana e Periurbana (AUP). O público beneficiado é formado por pessoas em situação de insegurança alimentar e agricultores familiares sem crédito agrícola.
Parte da estratégia Fome Zero, o programa desenvolve atividades agrícolas em pequenas áreas do perímetro urbano e periurbano destinadas à subsistência e também ao trabalho e renda. Para incentivar cidades mais verdes e produtivas, o programa incentiva a produção de alimentos aproveitando espaços ociosos. Juntamente com a produção, a Agricultura Urbana financia a industrialização e comercialização dos alimentos.
Dessa forma, são implantadas hortas comunitárias, lavouras, viveiros, pomares, canteiros e criação de pequenos animais. Também são criadas unidades de processamento e beneficiamento dos alimentos, e o excedente da produção pode abastecer Restaurantes Populares, Cozinhas Comunitárias e Feiras e Mercados Populares.
Para desenvolver projetos de Agricultura Urbana, são firmados convênios entre o MDS e governos estaduais, municipais, instituições públicas e organizações não governamentais a partir de editais públicos. Dessa forma, as famílias interessadas em participar do programa devem procurar os Centros de Apoio à Agricultura Urbana ou os Sistemas Coletivos da sua região. Mais de 350 mil famílias já foram beneficiadas.






