É possível
Nos últimos oito anos, as políticas sociais brasileiras passaram a ter o tamanho do País e a garantir direitos às famílias em situação de pobreza
Maria Albertina, de Osasco, São Paulo, João de Deus, de Patos de Minas, Minas Gerais, Luís Eleutério, de Cumaru, Pernambuco, Francisca Joele, de Sobral, Ceará, Mário de Jesus, de Belém, Mirele dos Santos, de Ilhas das Flores, Sergipe, José Carlos, de Chapecó, Santa Catarina, Norbéria Brito e Mary Ruth, de Brasília. A realidade socioeconômica desses nove cidadãos, apesar da longa distância entre eles, sempre foi e continua muito parecida. Essas semelhanças, marcadas pela exclusão, pela pobreza, pela fome e pela desigualdade, agora têm outros nomes: oportunidade, renda, direitos, acesso, alimentação e outros, que mostram que as mudanças no Brasil, melhoraram a vida dos mais pobres. Todos eles, que poderão ser conhecidos ao longo desta edição, e outros 60 milhões de brasileiros, são atendidos por programas do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em todos os municípios brasileiros.
Nos últimos oito anos, as políticas sociais brasileiras passaram a ter o mesmo tamanho do Brasil e mostraram que foi possível desenvolver um conjunto de iniciativas que deram visibilidade e garantiram direitos às famílias em situação de pobreza. O caminho da dignidade e da cidadania, com acesso à assistência social, segurança alimentar e nutricional, transferência de renda e inclusão produtiva, foi construído graças a uma ampla parceria entre o Governo Federal, Estados, municípios e organizações da sociedade civil.
A prioridade que o Governo Federal deu à área social possibilitou que o ministério ampliasse os investimentos destinados aos brasileiros mais pobres – de R$ 11,4 bilhões, em 2003, para R$ 39,1 bilhões, em 2010, aumento de 240%. O fortalecimento do papel do Estado na área social levou o Brasil a construir o Sistema Único de Assistência Social (Suas) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que asseguram direitos básicos à população. A ampliação dos recursos federais também reforçou a economia local, possibilitando a expansão do comércio e do consumo nos municípios.
Os resultados aparecem em diversas pesquisas. De 2003 a 2009, 28 milhões de brasileiros ultrapassaram a linha de pobreza, segundo conclusões da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 2003, o índice de pessoas consideradas pobres somava 28% da população. Essa taxa baixou para 15% em 2009, o menor patamar desde que o estudo começou a ser produzido. Outra constatação: nos lares atendidos pelo Bolsa Família, por exemplo, as pessoas utilizam mais recursos em alimentação e vestuário infantil. Nessas moradias, as crianças frequentam mais o sistema de ensino, progridem na escola e acessam os serviços de saúde.
É uma transformação puxando outra. “O Bolsa Família me abriu uma porta e não foi tanto pelo valor, mas pelas oportunidades”, conta Maria Albertina Melo. Durante um ano e meio, ela se capacitou e conseguiu reservar um dinheiro para comprar uma máquina de costura. Com renda mensal de R$ 1,5 mil, a moradora de Osasco já devolveu o cartão.
João Mendes
Nos últimos oito anos, as políticas sociais brasileiras passaram a ter o mesmo tamanho do Brasil e mostraram que foi possível desenvolver um conjunto de iniciativas que deram visibilidade e garantiram direitos às famílias em situação de pobreza. O caminho da dignidade e da cidadania, com acesso à assistência social, segurança alimentar e nutricional, transferência de renda e inclusão produtiva, foi construído graças a uma ampla parceria entre o Governo Federal, Estados, municípios e organizações da sociedade civil.
A prioridade que o Governo Federal deu à área social possibilitou que o ministério ampliasse os investimentos destinados aos brasileiros mais pobres – de R$ 11,4 bilhões, em 2003, para R$ 39,1 bilhões, em 2010, aumento de 240%. O fortalecimento do papel do Estado na área social levou o Brasil a construir o Sistema Único de Assistência Social (Suas) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que asseguram direitos básicos à população. A ampliação dos recursos federais também reforçou a economia local, possibilitando a expansão do comércio e do consumo nos municípios.
Os resultados aparecem em diversas pesquisas. De 2003 a 2009, 28 milhões de brasileiros ultrapassaram a linha de pobreza, segundo conclusões da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 2003, o índice de pessoas consideradas pobres somava 28% da população. Essa taxa baixou para 15% em 2009, o menor patamar desde que o estudo começou a ser produzido. Outra constatação: nos lares atendidos pelo Bolsa Família, por exemplo, as pessoas utilizam mais recursos em alimentação e vestuário infantil. Nessas moradias, as crianças frequentam mais o sistema de ensino, progridem na escola e acessam os serviços de saúde.
É uma transformação puxando outra. “O Bolsa Família me abriu uma porta e não foi tanto pelo valor, mas pelas oportunidades”, conta Maria Albertina Melo. Durante um ano e meio, ela se capacitou e conseguiu reservar um dinheiro para comprar uma máquina de costura. Com renda mensal de R$ 1,5 mil, a moradora de Osasco já devolveu o cartão.
João Mendes






