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Inclusão financeira

16/12/2010 13:17

Rômulo Paes de Sousa - Secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
 

A Inclusão financeira é importante instrumento de Inclusão social e promoção econômica. Para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o processo deve partir da Inclusão bancária e da ampliação da concessão de microcrédito para promover o surgimento de micro e pequenos empreendedores, estimular o cooperativismo e o desenvolvimento das economias locais. O crédito para a população de baixa renda não pode ser apenas um produto financeiro; precisa ser pensado como instrumento para a promoção do desenvolvimento. O acordo de cooperação assinado no 2º Fórum sobre Inclusão financeira, pela ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, e pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, é, dessa maneira, importante passo no sentido de promover efetivamente essa política. Com a iniciativa, reforça-se a necessidade de investimento de esforços e de recursos para a ampliação da Inclusão financeira no Brasil.

As parcerias também são essenciais para a promoção de iniciativas de desenvolvimento social. Elas são parte importante do percurso rumo à consolidação de um sistema financeiro eficiente e sustentável. Além do acordo com o BC, o MDS mantém outros convênios importantes, como os firmados com a Caixa Econômica Federal (CEF), com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), todos com foco nos beneficiários do programa Bolsa-Família.

Com a primeira instituição, agente operador da folha de pagamento dos benefícios mensais do programa de transferência condicionada de renda, o MDS mantém projeto de Inclusão bancária, por meio do qual os beneficiários são encorajados a abrir contas-correntes simplificadas. Assim, além de receber o benefício mensal do programa, eles passam a ter acesso a serviços e produtos financeiros. Mais de 2,8 milhões de contas bancárias foram abertas em razão do projeto. A segunda instituição promove o microcrédito como ação complementar ao Bolsa-Família, há dois anos. O projeto foi criado para promover o acesso de beneficiários e inscritos no cadastro único aos programas de microcrédito urbano e rural nas regiões Nordeste do país, Norte de Minas e Norte do Espírito Santo. O acordo de cooperação com a Susep busca promover o intercâmbio de informações técnicas e conhecimentos sobre o Bolsa-Família e sobre a temática dos microsseguros privados destinados à população pobre.

Para que a sociedade brasileira continue a crescer igualitariamente e a camada mais vulnerável da população tenha acesso aos serviços financeiros, há alguns desafios a serem vencidos, como melhorar o conhecimento sobre o cenário atual e integrar políticas de Inclusão financeira à política social e de desenvolvimento. A educação financeira dos segmentos mais vulneráveis da população não é questão trivial. Sua baixa escolarização é um obstáculo que precisa ser superado. A criação de um fundo público de financiamento para a Inclusão financeira e, principalmente, para a realização de projetos de educação financeira aparece, assim, como outro importante desafio. A Inclusão financeira e o acesso ao crédito aumentam o consumo e elevam o emprego, melhorando os indicadores econômicos e sociais.
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