Para diretor de ONG de Hong Kong, crescimento econômico não acaba com pobreza
Segundo ele, Hong Kong tem um dos maiores Produtos Interno Bruto (PIB) per capita do mundo (R$ 25 mil), mas 28% da sua população vivem na pobreza, igual ao índice do México. E a situação piorou nos últimos anos. Em 1994, eram 27,2% dos moradores dessa ilha no sudeste da China.
“Os indicadores demonstra que o crescimento econômico não vai erradicar a pobreza. Temos que ter políticas sociais corretas”, disse Chong Chan-Yau. “ Caso contrário, a pobreza perpetuará de geração à geração.”
O diretor enfatizou em seu discurso a situação dos milhares de migrantes no interior da China. “Esses trabalhadores, em sua grande maioria, são analfabetos, têm salários baixos, fazem mais horas de trabalho e não são cidadãos com acesso a direitos, como escola para os filhos”, relata.
Para a professora da PUC São Paulo, Aldaiza Sposati, a sociedade “tem exigido que os miseráveis, que vivem sob o estigma do que não se esforçam e que são culpados pela sua própria situação, exerçam milagres sem o mínimo investimento financeiro para alcançar .”
A exclusão também norteou a fala do professor da Universidade Católica de Brasília, Vicente Faleiros, que utilizou dados oficiais para mostrar a desigualdades sociais no Brasil em relação ao acesso a mercado de trabalho e serviços públicos . Ele citou ainda o agravamento da pobreza nas regiões metropolitanas. Segundo o professor, apenas 13% da população participa de associações comunitárias.
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32ª Conferência Internacional do Bem Estar Social
Data: 16 a 20 de julho
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