Índice SUAS organiza a partilha de recursos da Proteção Social Básica
O índice SUAS foi criado com o objetivo de fazer a partilha,
priorização e o escalonamento da distribuição de recursos para o
co-financiamento da Proteção Social Básica, por meio de um critério técnico,
de forma a priorizar aqueles municípios com maior proporção de população
vulnerável (indicado pela taxa de pobreza), menor capacidade de investimento
(receita corrente líqüida municipal per capita) e menor investimento do
Governo Federal na Proteção Social Básica (recursos transferidos pelo Fundo
Nacional de Assistência Social - FNAS para a Proteção Social Básica per
capita). O Índice SUAS será calculado todo ano pelo MDS e será seguido
rigorosamente quando houver expansão dos recursos para a Proteção Social
Básica, daí a importância de torná-lo público.
1.. Dadas as restrições orçamentárias, para o atendimento dos Municípios a
NOB estabeleceu que se fizesse um ordenamento considerando-se (nesse período
de transição), a taxa de pobreza (com peso 2), a receita corrente líqüida
municipal per capita (com peso 1) e os recursos transferidos pelo Fundo
Nacional de Assistência Social - FNAS para a Proteção Social Básica (também
com peso 1).
2.. A utilização da taxa de pobreza dá idéia do grau de vulnerabilidade da
população residente nos Municípios. Usou-se os dados por Município do Censo
Demográfico 2000 do IBGE para os Municípios existentes em 2000, para os
Municípios posteriormente criados usou-se a mesma taxa dos Municípios que
lhe deram origem. Para efeito de normalização, considerou-se o Município com
menor taxa de pobreza (melhor situação) como 1 e o Município com maior taxa
de pobreza (pior situação) como 0.
3.. A utilização da receita corrente líqüida municipal per capita dá idéia
da capacidade de investimento do Município. Usou-se os dados da Secretaria
do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda para o ano de 2003 (que são os
mais recentes disponíveis). Para efeito de normalização, considerou-se o
Município com maior recente corrente líqüida per capita (melhor situação)
como 1 e o Município com menor recente corrente líqüida per capita (pior
situação) como 0. Nesse caso, devido à grande dispersão dos valores optou-se
por linearizar os dados, ou seja, foram considerados os logaritmos naturais
dos valores apresentados. Esse é um procedimento padrão empregado em casos
como esses em diversos indicadores, como o Índice de Desenvolvimento
Humano - IDH, por exemplo. Foi atribuído 1 (melhor situação) aos Municípios
que não apresentaram dados de receita corrente líqüida.
4.. A utilização dos recursos transferidos pelo Fundo Nacional de
Assistência Social - FNAS para a Proteção Social Básica dá idéia do grau de
investimento do Governo Federal nesse nível de proteção nos Municípios.
Usou-se os dados do repasse pactuado para o ano de 2005 (antes da expansão)
do Fundo Nacional de Assistência Social - FNAS, de forma a isolar os efeitos
de atraso nos repasses, suspensão de pagamentos etc. Para efeito de
normalização, considerou-se o Município com maior volume de recursos
transferidos para a Proteção Social Básica per capita (melhor situação) como
1 e o Município com maior volume de recursos transferidos para a Proteção
Social Básica per capita (pior situação) como 0. Nesse caso, devido à grande
dispersão dos valores optou-se, mais uma vez pela linearização dos dados.
Foi atribuído 0 (pior situação) aos Municípios que não apresentaram dados de
recursos transferidos para a Proteção Social Básica.
5.. Finalmente, calculou-se o índice composto para cada Município,
colocando-os em ordem crescente (ou seja, do pior para o melhor) por porte e
por UF.