Hortas Comunitárias iniciam um ciclo de inclusão social no RJ

Arquivo / MDS
Hortas Comunitárias: maneira eficiente de combater a fome
Aprender a preparar a terra, fazer canteiros, plantar e colher. Este é apenas o início da inclusão social que acontece na cidade do Rio de Janeiro, desde maio deste ano, por meio do Projeto Hortas Comunitárias. O projeto faz parte do Programa de Agricultura Urbana que o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) desenvolve em todo Brasil.

Na Zona Oeste da capital fluminense, um antigo espaço vazio de 42 hectares, foi transformado na Fazenda Modelo. Neste espaço, mais de mil pessoas, com idade a partir de 18 anos aprendem a lidar com a terra e mudar de vida. E o município do Rio de Janeiro inovou. Em vez de implantar pequenas hortas em diversos bairros, a prefeitura resolveu fazer uma grande Horta Comunitária e levar pessoas de vários bairros ao redor da fazenda para trabalhar no local. O objetivo, de acordo com o coordenador do núcleo de inclusão produtiva da prefeitura, Pedro Veiga, é fazer com que estas pessoas conheçam outras realidades que não só aquela no seu bairro. " É uma forma dele ter outra visão de mundo".

Na Fazenda Modelo os futuros agricultores têm, durante três meses, aulas de agroecologia, técnicas de plantio, adapatção da realidade, vida urbana, cidadania, empreendorismo e Educação e Segurança alimentar. Neste curso os trabalhadores aprendem sobre o valor nutirtivo dos alimentos, o que comer, qual alimentos é melhor para crianças e idosos, dentre outras. Nos primeiros, os trabalhadores aprendem a cultivar a terra e técnicas de plantio e colheita. Já a dapatação à realidade trata de demonstrar aos alunos como eles podem utilizar os conhecimentos nas aulas em casa. Como? Por exemplo, plantando alface em vasos. Assim, ele já pode ter um nutriente a mais na sua dieta. Além, das aulas e da prática, os trabalhadores recebem uma bolsa de R$ 360 mais R$ 80 em vales-transporte.

Eles também aprendem que cada plantação deve ser feita de acordo com a estação do ano. Neste projeto, o 1º ciclo (que dura três meses) coincidiu com o inverno brasileiro e acabou na última sexta -feira (19/08). Alface, rúcula, espinafre, rabanete, mostarda e pimenta foram os produtos escolhidos para a plantação do trimestre. Parte da produção vai para as Cozinhas Comunitárias (outro programa do MDS) e parte eles levam para casa. No próximo ciclo, o do verão, serão plantadas frutas. No final do ano, o ciclo se completará de forma ideal - com a inclusão social de mais mil brasileiros, que terão mais renda familiar e comida de qualidade na mesa.

Assessoria de Imprensa - MDS

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