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Especialistas de diversas instituições apontam estratégias para a redução na oferta de entorpecentes

POLÍTICAS PÚBLICAS

Mesa no Seminário Intersetorial de Prevenção, Conscientização e Combate às Drogas contou com representantes da Anvisa, Senad e Polícia Federal
publicado  em 10/06/2019 22h47

 Brasília - O primeiro dia do Seminário Intersetorial de Políticas Sobre Drogas, nesta segunda-feira (10), em Brasília (DF), terminou com a apresentação de ações e estratégias para a redução da oferta de drogas no país. Agilidade na identificação de novos tipos de entorpecentes, inteligência no combate ao tráfico e a criação de estruturas mais eficazes para transformar apreensões em recursos para políticas públicas foram alguns dos temas abordados pelos especialistas em drogas.

A gerente de Produtos Controlados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Renata de Morais Souza, falou sobre as respostas regulatórias do Brasil frente às Novas Substâncias Psicoativas (NSP). Uma pesquisa internacional realizada em 119 países, e divulgada em 2018, aponta 888 novas substâncias identificadas nos últimos anos – em média, uma por semana. Diante da velocidade, um grupo de trabalho foi criado para notificar as apreensões e discutir tecnicamente sobre as drogas e suas classificações. “É uma situação sobre a qual a Anvisa se debruçou para buscar soluções apropriadas para identificação ágil, com o objetivo de vetar ou não tais substâncias”, afirmou.

Para atuar de forma contundente contra o tráfico, o coordenador-geral de Polícia de Repressão a Drogas e Facções Criminosas, Elvis Secco, falou da atuação da Polícia Federal para reduzir a oferta. Entre as metas, destacou as operações conjuntas internacionais, o foco no crime organizado e na lavagem de dinheiro, e o rastreio, congelamento e confisco de patrimônios. “Nosso foco não está mais apenas na apreensão de drogas, mas, sim, no patrimônio, visando à desarticulação financeira das organizações criminosas. ”

Mas, para tornar mais eficiente a gestão do material apreendido, o diretor de Gestão de Ativos da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, Igor Montezuma, expôs a necessidade de transformar esses recursos em políticas públicas. “Estima-se que cerca de 80 mil bens se deterioram hoje nos pátios da Justiça em todo o país. Por isso, é preciso agilizar os trâmites para tornar mais útil e dinâmico o processo”, defendeu.

Encontro - O Seminário Intersetorial de Prevenção, Conscientização e Combate às Drogas aborda temas como a Nova Política Nacional sobre Drogas, o papel da família no tratamento de dependentes químicos, a violência doméstica, e os programas de prevenção ao uso de drogas, entre outros.

O evento termina nesta terça-feira (11) e é realizado em parceria com os ministérios da Justiça e Segurança Pública, Defesa, Infraestrutura, Educação, Saúde e Mulher, Família e Direitos Humanos.

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*Por Diego Queijo

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